sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nu

Devolve-me a pele
A sua capacidade intrínseca de sentir
A volatilidade que lhe é conferida de se exaltar
A ponte para o que me rodeia, para a vida;
Devolve-me,
remete-a à sua arquitectura
por carta, na língua, por telefone
Devolve-me o pelo, o manto, o lençol ou a mortalha
Quero o conforto da minha pela
Que é a minha, a que aprendi a conhecer desde menina
Sinto-me nua sem ela
Quero vesti-la
É urgente a pele na carne viva

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